INACEITÁVEL A REDUÇÃO DE LEITOS FRENTE À INSUFICIÊNCIA E DÍVIDA SOCIAL E SANITÁRIA HISTÓRICAS

É inaceitável redução de leitos frente à insuficiência e dívida social e sanitária históricas. Merece protestos e abertura de um processo de Reforma Hospitalar do SUS para adequar o tamanho, perfil e qualidade de uma rede hospitalar a ser distribuída no território nacional em um sistema orgânico com a atenção primaria, enfrentando as desigualdades estruturais e promovendo desenvolvimento econômico e social. (Armando De Negri).

Leia abaixo a reportagem do Brasil247:

Dois de cada três leitos de UTI criados na pandemia são fechados no Brasil

Dos 14.843 leitos adultos, restam apenas 5.233. Secretários estaduais de Saúde reivindicam que parte dessas vagas seja incorporada em definitivo à rede pública para cobrir o déficit anterior. Além disso, não está descartado que surja novo surto de infecções que volte a pressionar o sistema hospitalar.

247 – Leitos clínicos e de UTI do SUS abertos  durante a pandemia estão sendo fechados sob a justificativa de que a Covid-19 está em queda no país.

Mas os secretários estaduais de Saúde reivindicam que parte dessas vagas seja incorporada em definitivo à rede pública para cobrir o déficit anterior.

O Brasil pode voltar a precisar desses leitos clínicos e de UTIs caso haja um novo surto de infecções pelo novo coronavírus. 

Dos 14.843 leitos de UTI adultos e 249 pediátricos habilitados pelo Ministério da Saúde desde abril, resta pouco mais de um terço—5.233 de adultos e seis pediátricos, segundo a pasta.

O número restante, contudo, ainda seria um incremento significativo à rede pré-pandemia. Em janeiro de 2020, o SUS tinha um total de 22.841 leitos de UTI. Já o setor privado, que atende 22% da população, contava 22.586, segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). As informações são da jornalista Cláudia Collucci na Folha de S.Paulo.

Secretários estaduais e municipais tentam fazer com que o governo federal mantenha pelo menos 5.000 leitos de UTI nas regiões onde sempre houve falta desse serviço, com grandes desigualdades na distribuição, segundo fontes ouvidas pela reportagem e familiarizadas com as conversas. 

O Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) diz que só se manifestará sobre o assunto quando concluir a análise oficial, o que deve acontecer nas próximas semanas.

Levantamento do CFM mostrou que 14 estados brasileiros, a maioria no Norte e no Nordeste, têm o total de leitos de UTI do SUS abaixo do patamar ideal (de 1 a 3 para cada 10 mil habitantes, segundo a Amib – Associação de Medicina Intensiva Brasileira).

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