QUEM SOMOS

/ QUEM
SOMOS

A Rede Brasileira de Cooperação em Emergências é uma associação da sociedade civil sem fins lucrativos fundada em 14 de novembro de 1995.

Congrega profissionais que atuam na gestão, gerenciamento e atenção às urgências médicas no país. Busca incidir na formulação e aplicação das políticas e desenvolver redes, gerência e trabalho no campo das urgências.

// QUANDO A RBCE FOI CRIADA?
A RBCE foi criada em 1995, no marco da inauguração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Porto Alegre – RS. Constituiu-se no espaço público de debates sobre as políticas de atenção as urgências no Brasil e promoveu a formulação e implementação dessa política. A trajetória da Rede começou dedicada a criação de um pré-hospitalar nacional com número único de urgências – o 192 - e a reivindicação da função profissional de médicos para a regulação e atenção pré-hospitalar de pacientes graves, inspirada na experiência francesa, com o objetivo de introduzir racionalidade médica no uso do pré-hospitalar em um país continental e com limitação de recursos públicos na saúde. Buscou oferecer um serviço qualificado com delegação de atos não-médicos, mas com a reivindicação da decisão médica como organizadora da adequação das respostas no espaço e tempo das necessidades populacionais.
// o samu de porto alegrE
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Porto Alegre nasceu depois de um longo processo de pactuação com todos os componentes da rede de urgências da cidade, através de um Comitê Gestor pioneiro e com a reflexão sobre a necessidade de formalizar a função médica reguladora e de intervenção e a definição das funções dos demais profissionais na composição das equipes. Tal reflexão levou a RBCE a propor ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que formalizassem as funções médicas mediante resolução adotada no ano de 1998, e depois publicada pelo Ministério da Saúde (MS) em 1999, para reconhecer as funções médicas no âmbito pré-hospitalar dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e na Saúde Suplementar.
// o samu NACIONAL
A RBCE, através dos seus membros e com o suporte das suas instâncias e espaços, acompanhou o avanço das negociações para instalar o SAMU nacional, mediante experiências locais e regionais. Depois teceu democraticamente as bases para formular e propor a Política Nacional de Atenção às Urgências, com todos os seus componentes sistematizados finalmente na Portaria Seminal 2048/2002. Nesta portaria, encontramos todos os elementos estratégicos que até hoje carecem de aplicação coordenada e sistêmica, pois a implantação por componentes separados no tempo e sem consistência de redes territorializadas, acabou limitando o alcance proposto pela política.
// PARTICIPAÇÃO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Entre 2000 e 2007, membros da RBCE estiveram na coordenação e assessoria da Coordenação Geral de Urgências do Ministério da Saúde, participando ativamente da implantação da política de atenção às urgências no país.
// CONGRESSOs DA RBCE
A partir de 2007, no VII Congresso da RBCE, foi colocado em pauta o tema da superlotação dos serviços hospitalares de urgências, enfatizando aspecto de violação massiva e sistemática dos diretos humanos provocada pela superlotação. Desde então, começou-se um trabalho de cooperação técnica com a Sociedade Espanhola de Medicina de Emergências (SEMES) e um intercâmbio técnico com a Canadian Association of Emergency Physicians (CAEP) e com a American College of Emergency Physicians (ACEP), que nos levou a caracterizar e definir a superlotação como um problema de falência dos hospitais em seu fluxo e resultados assistenciais. O tema também esteve nos temas centrais dos VIII, IX e X Congressos da RBCE realizados em 2011 em Porto Alegre, e em 2014 e 2017 em São Paulo. Em março de 2017, o X Congresso da RBCE abordou o tema central: Tempos de Dignidade - O respeito aos tempos de espera e permanência como garantia dos direitos humanos e sociais na atenção às urgências.
// COOPERAÇÃO COM O HCOR
Desde 2009, a RBCE, mediante seu Coordenador Geral, Armando De Negri Filho, estabeleceu trabalhos de Cooperação com o Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, no qual se constituiu o Laboratório de Inovação em Planejamento, Gestão, Avaliação e Regulação de Políticas, Sistemas, Redes e Serviços de Saúde (LIGRESS), onde se abrigaram projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), com três Núcleos de Atividades – projetos de atenção às urgências, projetos de desenvolvimento hospitalar e projetos de desenvolvimento de sistemas regionais de saúde e de fortalecimento geral do SUS.
// COOPERAÇÃO COM O HOSPITAL
alemão OSWALDO CRUZ
No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, também no âmbito do PROADI SUS, foi desenvolvido outro importante projeto de apoio às redes de urgências e desenvolvimento da educação permanente nos serviços de urgências, sob a denominação de Gestão da Educação Permanente para os Profissionais da Rede de Atenção as Urgências (GEPPRAU). Foram desenvolvidos 24 processos de formação – ação abarcando 57 regiões de saúde em 12 estados e tomando como base muitos dos desenvolvimentos propostos pela RBCE ao longo da sua trajetória.
// CONFERÊNCIAS LIVRES DE SAÚDE
Em 2019, a RBCE propôs que a XVI Conferência Nacional de Saúde adotasse elementos do debate em prol da Campanha Nacional pelos Direitos Humanos na Atenção às Urgências e projetasse uma agenda política nacional em defesa da vida dos cidadãos e cidadãs nos serviços de urgências e de internação hospitalar. Para isso, a Rede Brasileira de Cooperação em Emergências mobilizou e articulou 9 Conferências Livres de saúde, realizadas entre maio e junho de 2019, em 7 estados brasileiros: Pará, Goiás, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
A RBCE segue na luta em prol da garantia dos direitos humanos e sociais nas urgências.
Compromissada com os princípios e diretrizes do SUS, seus desafios e limitações, sempre de forma propositiva, e na busca por caminhos que nos levem a atendermos as necessidades de saúde da população brasileira.